20 anos da Lei Maria da Penha: quando a educação se faz escuta
Há vozes que durante muito tempo precisaram falar mais alto para serem ouvidas. Há histórias que não podem ser esquecidas. E há palavras que, quando encontram espaço para existir, tornam-se caminhos de transformação.
Em 2026, a *Lei Maria da Penha completa 20 anos*, duas décadas de uma história marcada pela luta das mulheres por dignidade, proteção e pelo direito de viver sem violência. Celebrar esse marco é também reafirmar a importância de escutar essas vozes, reconhecer suas histórias e compreender que nenhum direito se sustenta quando a sociedade permanece em silêncio diante da violência.
É nesse movimento de escuta e reflexão que a Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará* apresenta uma produção desenvolvida na disciplina de *Informática Educativa, no semestre 2026.1, sob a coordenação da professora **Dra. Lis Martins*.
O Almanaque Vozes pelo Respeito, nasce do encontro entre educação, tecnologia, leitura e cidadania. A partir das possibilidades oferecidas pelas tecnologias digitais, os estudantes foram convidados a construir conhecimento e a dar novos caminhos à circulação de informações sobre à violência contra a mulher.
Mais do que um exercício acadêmico, a produção representa uma forma de dizer que *as vozes femininas precisam ser ouvidas, respeitadas e compartilhadas*. Porque ouvir também é um ato educativo.
A tecnologia, quando atravessada pela educação e pela sensibilidade, pode ajudar essas vozes a alcançar outros espaços. A leitura pode aproximar histórias. A universidade pode criar lugares de escuta. E o conhecimento pode transformar aquilo que antes parecia distante em consciência, diálogo e compromisso.
Ao marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha, esta produção nos lembra que educar também é *aprender a ouvir*. Ouvir as mulheres. Ouvir suas histórias. Ouvir seus silêncios. E, sobretudo, não permitir que suas vozes sejam novamente apagadas.
